December 15, 2013
Troca de presentes Para algumas pessoas este é o ponto mais importante de tudo o que se refere à comemoração do Natal: a época de comprar e trocar presentes. A respeito, muitos exclamarão: "para isto sim temos autorização bíblica! Acaso Jesus Cristo ao nascer não recebeu presentes dos reis magos?" Novamente a verdade surpreenderá. A verdade é que o costume de trocar presentes com parentes e amigos durante a época natalina, não tem absolutamente nada a ver com o cristianismo! Ainda que nos pareça estranho, ele não celebra o nascimento de Jesus Cristo nem O honra!
Suponha que uma pessoa que você ama esteja aniversariando. Você a honraria comprando presentes aos demais amigos, omitindo a pessoas a quem deveria honrar? Não parece absurdo deste ponto de vista? Vejamos o que diz a Bíblia em Mateus 2.1-11 com respeito aos presentes que levaram os magos quando Jesus nasceu: "Quando Jesus nasceu em Belém da Judéia na época do rei Herodes, vieram uns magos do oriente a Jerusalém, dizendo: Onde está o rei dos judeus que é nascido?... e ao entrar na casa viram o menino com sua mãe Maria e prostrando-se o adoraram; e abrindo seus tesouros ofereceram-lhe presentes: ouro, incenso e mirra".
Notemos que os magos perguntaram pelo menino Jesus nascido rei dos judeus. Porém, por que lhe levaram presentes? Por ser o dia do seu nascimento? De maneira nenhuma! Pois eles chegaram dias depois do seu nascimento. Então eles fizeram para dar-nos o exemplo? Não! Eles não trocaram presentes; presentearam a Ele, a Cristo. Não trocaram presentes com seus amigos e familiares, nem entre eles mesmos! Por quê? O comentário bíblico de Adam Clarke, vol 5, pág 46, diz: "Vers. 11 (ofereceram-lhe presentes). No Oriente não se costuma entrar na presença de reis ou pessoas importantes com as mãos vazias. Este costume ocorre com freqüência no Velho Testamento e ainda persiste no Oriente em algumas ilhas do Pacífico Sul". Ai está! Os magos não estavam instituindo um novo costume cristão de trocar presentes para honrar o nascimento de Jesus Cristo! Procederam de acordo com um antigo costume oriental que consistia em levar presentes ao apresentar-se perante um rei. Eles foram pessoalmente à presença do rei dos judeus. Portanto, levaram oferendas da mesma maneira que a rainha de Sabá levou a Salomão e assim como levam aqueles que hoje visitam chefes de estado. O costume de dar presentes de Natal nada tem a ver com este acontecimento, é apenas a continuação de um antigo costume pagão.
Há a possibilidade de o Natal honrar a Cristo? Não. Pois não existe a possibilidade de uma mentira ser santificada! Há quem insista que apesar de suas raízes em um costume pagão, agora não se observa o Natal para honrar um falso deus, o deus sol, senão para honrar Jesus Cristo. O que nos diz a palavra de Deus a respeito? "... não te enlaces após elas (nações pagãs) em imitá-las; e nem perguntes acerca de seus deuses, dizendo: Assim como serviram estas nações pagãs aos seus deuses, do mesmo modo também farei eu. Não farás assim ao Senhor teu Deus, porque tudo que é abominável ao Senhor, e que odeia, fizeram eles aos seus deuses ..." (Dt 12.30-31). Desta maneira, nos adverte o profeta Jeremias com respeito aos costumes tradicionais da sociedade que nos rodeia: "Assim diz o Senhor: Não aprendais os caminhos dos gentios (pagãos)... Porque os costumes dos povos são vaidade..." (Jr 10.2-3). Deus nos disse claramente na sua Palavra, a Bíblia, que não aceitará este tipo de culto ainda que seja com a intenção de honrá-lo. Disse-nos que isso é abominável e não o honra, e sim aos falsos deuses pagãos. Deus não quer que o honremos "como manda nossa própria consciência".
A Bíblia diz que Deus não aceitará o culto de pessoas que, querendo honrar a Cristo, adotem um costume pagão. Conclusão A Igreja nestes dias de restauração tem que renunciar a essa cultura que lhe foi imposta e pregar que Jesus não está indefeso numa manjedoura, mas que nasceu cumpriu todo o propósito de Deus, morreu, ressuscitou e hoje reina sobre e através da Igreja pelo poder do Espírito Santo, que está em nós que O confessamos e O temos como Senhor de nossas vidas. A Igreja genuinamente Igreja, deve começar a dar valor àquilo que realmente Jesus dá valor. Comecemos então pela busca da verdade e do verdadeiro culto. Nestes dias o Senhor tem restaurado muitas verdades que haviam se perdido, o Espírito Santo tem soprado para trazer a sua casa a planta original, isto é, a andar no fundamento dos apóstolos. Restauração não é o caminho mais fácil, pois implica em romper com práticas e tradições seculares que estão enraizadas na vida da Igreja, mas que não faziam parte do ensino dos apóstolos.
É justo citar que a rejeição ao natal encontra indícios em escritos de grandes nomes do passado como Chales Spurgeon em “The Incarnation e Birth of Christ” e John Knox na Segunda confissão helvética.
Alguém definiu restauração da seguinte maneira: "É manter aquilo que temos que é verdadeiro, buscar aquelas verdades que se perderam e abandonar aquilo que foi agregado”. Infelizmente muitas pessoas acham que tudo isso são detalhes sem importância, mas aqui gostaria de citar uma frase do Pr. Márcio Valadão;
“Nunca tropeçamos em montanhas, mas sim em pequenas pedras.”
O diabo é astuto, mas Deus é sábio e dá sabedoria a quem busca. Cabe ao sábio o discernimento.
Que o Pai te abençoe em nome daquele que está voltando: Jesus!


