![]() |
December 15, 2013 Altamir Uelington
|
Já parou para pensar, porque se celebra o Natal?
Poucas pessoas se detêm a pensar porque crêem no que crêem, ou porque observam determinados costumes. A maioria de nós aprende a aceitar tudo sem vacilar. Por que acontece isso? Por natureza tendemos a fazer o mesmo que fazem os demais... Ainda que estes estejam errados. Não devemos aceitar esta tendência e sim examinar o que estamos fazendo e para onde estamos indo. Qual foi a origem do Natal? O Natal é realmente a celebração do nascimento de Jesus Cristo? Jesus nasceu em 25 de dezembro? Os apóstolos que conheceram Jesus e foram pessoalmente instruídos por Ele, celebravam seu aniversário em 25 de dezembro, ou ainda em qualquer outra data? Se o Natal é a festa mais importante do cristianismo, porque tantas pessoas que não são cristãs a comemoram? As respostas podem nos surpreender. A abordagem da nossa Igreja, diante deste assunto, não tem em si a intenção de causar polêmica, muito menos aderir ao fundamentalismo ou legalismo. A intenção sempre foi a de contribuir no avanço do conhecimento acerca da adoração ao Deus Eterno. A festa do Natal é muito mais antiga do que a cristandade. A tradicional festa do Natal contém em si uma simbologia toda alheia ao dogma cristão. Inicia-se pela data: Jesus não nasceu realmente aos 25 dias de dezembro. Na realidade esta data foi convencionada como nascimento de Jesus alguns séculos depois dele ter nascido. Não há qualquer registro na Bíblia Sagrada que algum apóstolo ou grupo de cristãos tenha comemorado uma festa, ou realizado um grande banquete no dia do seu aniversário e muito menos comemorado o nascimento de Jesus Cristo. Há, contudo duas referências a Faraó (Egito) e Herodes (autoridade administrativa romana na Judéia) que se rejubilaram grandemente com o dia em que nasceram neste mundo. Na realidade não há um texto na Bíblia que nos mande celebrar o nascimento de Jesus ou qualquer outro nascimento. Ao contrário do que muitos pensam o natal não é uma festa cristã.
Como esta festa se introduziu na Igreja A Igreja nos seus primeiros anos de vida causou uma verdadeira revolução na sociedade contemporânea e até o final do 1º século se manteve firme no fundamento dos apóstolos, isto é, nas verdades estabelecidas por Cristo. Mas no ano 312, A Igreja foi “romanizada”, pelo então imperador Constantino. Dessa maneira Constantino institucionalizou a Igreja Cristã. Neste processo a Igreja se "paganizou" e o mundo se "cristianizou". E com isto a visão dos cristãos se focalizou mais na cultura e perdeu a centralidade exclusiva em Jesus Cristo. E na antigüidade, sempre que um país ou terra era conquistado, o novo governo e a religião sempre procuravam se utilizar das datas comemorativas antigas da cultura conquistada, para evitar entrar em choques com ela e aproveitar para introduzir sutilmente uma nova crença. É importante ressaltar que nesse período o cristianismo perdeu sua identidade e ordem de valores. O povo em massa agora "cristianizado" não deixou o paganismo, bem como seus costumes, cultura e objetos de culto e entre eles a comemoração do natal.
Um artigo chamado Shaff-Herzog Enciclopédia of Reliious Knowkwdge que os pagãos adoravam o sol, e como a influência do maniqueísmo, que identificava o Filho de Deus com o sol deram motivos aos pagãos do século IV, agora convertidos em massa ao cristianismo, para adaptar à sua festa do dia 25 de dezembro (dia do nascimento do deus sol), dando título de dia do nascimento do Filho de Deus. O que se comemora hoje no dia 25 de dezembro é então o culto ao "deus sol", só que de uma maneira camuflada, adaptada. É ainda hoje herança que o paganismo trouxe para dentro do cristianismo.
A suposta ligação de Jesus com o Natal teve origem na Igreja Católica Romana e daí se expandiu ao protestantismo e ao resto do mundo.
Mas vejamos o que diz a Enciclopédia Católica, edição inglesa, sob o título "Natal". "O Natal não era considerado entre as primeiras festas da Igreja... Os primeiros indícios da festa provêm do Egito”." Também na mesmas enciclopédia, sob o tema "Dia do Natal", encontramos que Origenes, um dos patriarcas católicos, reconheceu a seguinte verdade: "... Não há registro nas Sagradas Escrituras de que alguém tenha comemorado uma festa, ou realizado um grande banquete no dia do seu aniversário. Somente os pecadores (como Faraó e Herodes), que se rejubilam grandemente com o dia em que nasceram neste mundo”. A Enciclopédia Britânica edição de 1946, afirma: "O Natal não era contado nas primeiras festas da Igreja..." "Não foi instituída por Cristo, nem pelos apóstolos, nem por autoridades bíblicas. Foi adquirida mais tarde do paganismo”. Ainda que a festa tenha outro nome, continua sendo em espírito a festa pagã de culto ao deus sol. Apenas mudou o nome.
Mas qual é a origem do Natal?
De onde tirou a igreja católica romana tal festa?
Não saiu do Novo Testamento - Não foi da Bíblia nem dos primeiros apóstolos que foram instruídos por Cristo - todavia, sabe-se que lentamente foi absorvida do paganismo pela igreja católica romana a partir do quarto século.
Qual é o fundamento?
A prática de festejar o natal foi introduzida na igreja em fins do século IV pelo Papa Júlio I. O mesmo acabou por estabelecer oficialmente o dia 25 de Dezembro para as celebrações. Durante os três primeiros séculos da nossa era, os cristãos não celebraram o Natal.

Nenhum comentário:
Postar um comentário